11 armazéns vendidos

pagina3É oficial: todos os armazéns foram vendidos. É destes desafios que nós gostamos.

 

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INAUGURAÇÃO «ESPAÇO MIRA»

miraflor

Um gabinete de arquitectura é uma grande central de informações, onde se cruzam detalhes da vida quotidiana, sussurros da rua, segredos veiculados pelo senhor Lopes do café, estórias de quem herdou o quê e de quem vai comprar este ou aquele prédio e para quê. Tudo isto desagua nos nossos estiradores. O nosso gabinete por ser o que é – um dos gabinetes que há mais tempo e mais reabilitação faz no Porto -, é uma espécie de mapa mundi da grande nação portuense, quando nos falam de uma rua ou até mesmo de uma casa, é bem provável que tenhamos alguma estória para contar. Não é imodéstia, é a vida que levamos com gosto: podemos afirmar sem desenganos que conhecemos por dentro e por fora umas boas centenas de casas cá do burgo. Quando algum cliente nos pede ajuda, o que fazemos é trocar memórias, rastrear pistas. No fundo, o que fazemos é juntar peças. Foi mais ou menos o que nos aconteceu com a Manuela, amiga de outras estórias, que nos pediu uma casa para um projecto que trazia na cabeça, uma galeria de arte e mais qualquer coisa. Acontece que, por esses dias, andávamos às voltas com uns armazéns na Rua de Miraflor, na Campanhã. Foi só juntar as peças, colando-as com a convicção de que o futuro da cidade fica a Oriente. Ajudou também a memória sentimental do lugar que a Manuela e o João traziam consigo mas também, e sejamos aqui bem claros, a oportunidade de um bom negócio para todas as partes. E foi assim, que nasceu o Espaço Mira.

A inauguração do Espaço Mira acontece com a exposição de Nelson d’Aires “Demorar” no âmbito dos Encontros da Imagem de Braga 2013, já no próximo dia 05 de Outubro às 16 horas, muito próximo à Estação de Campanhã. (Rua de Miraflor, 159)

A Amostra: Reabilitação no Porto. Exposição & 2 dedos de conversa

 

Na discreta Rua de Miraflor (à Campanhã) onze armazéns aguardam uma nova vida. Um deles, recebe, durante dois sábados, uma exposição de trabalhos desenvolvidos na área da reabilitação por quatro gabinetes de arquitectura e dois gabinetes de engenharia especializados. A partir da confluência de experiências servem-se dois dedos de conversa sobre os processos de reabilitação do edificado da cidade e o potencial da zona oriental.

Participantes: Arquitectura: Bernardo Amaral, arq.; Floret – Oficina de Arquitectura; Garcia & Albuquerque Arquitectos; Swark – Reabilitação à medida. Engenharia: Best Project e NCREP

Entrada livre
www.loftmiraflor.com
www.floretarquitectura.com

Uma casa-estúdio para um designer

Perspectiva do alçado tardoz do módulo habitacional

Perspectiva do módulo “Estúdio”

O tecto do armazém abriga sobre si dois mundos paralelos: a casa e o trabalho. No entanto, a demarcação do espaço através da implementação de um módulo habitacional perfeitamente identificável e autónomo, impede a contaminação mútua destas duas dimensões. De certo modo, este conceito permite trabalhar à porta de casa dentro da própria casa.

Habitação modular

A imagem em cima, apresenta uma das hipóteses de organização das salas no piso do rés-do-chão.

 

A fotografia em cima representa o espaço da habitação, com vista para a sala de estar e a cozinha. Em cima é possível ver o varandim do quarto.

 

Como se faz uma casa? Como quisermos e quando quisermos. A tipologia variável permitida por esta solução permite que a casa se adapte às diferentes formas de habitar e à evolução das necessidades dos residentes. Quartos, escritórios, salas multifuncionais podem ser implantadas de uma forma pouco intrusiva e, sobretudo, de uma formar rápida e económica.

O projeto desenvolve-se da seguinte maneira: No piso do rés-do-chão desenvolve-se a zona mais pública da habitação, nomeadamente salas, espaços de trabalho, cozinha e sala de jantar, possibilitando em alguns destes espaços a existência do pé direito total do armazém encimado por uma claraboia. O espaço, flexível, pode ser utilizado da forma como cada família habita e vive o espaço. No piso superior, encontram-se os três quartos com instalação sanitária de apoio. Todos os espaços comunicam visualmente para o piso inferior. 

[Ver apresentação]

Habitar & Trabalhar: um Loft para um escultor

O Porto é, hoje, uma cidade com vontade de se assumir como um centro de indústrias criativas e da renovação cultural. A cidade está mais ágil, mais dinâmica e para tempos como este nada melhor do que espaços onde tudo é possível. E só a zona oriental, com o seu património industrial, tem capacidade para dar resposta a esta necessidade. Neste caso, temos onze armazéns que podem ser reconvertidos com muita facilidade em lofts com mais de 160m2 de área e pé-direito de 6m.

Neste caso, no piso do rés-do-chão desenvolve-se um atelier com o pé direito total do espaço, possibilitando o trabalho de grande peças tanto a nível de escultura como a nível de telas de grande dimensões. O espaço, flexível, pode ser aproveitado também para expor as peças de arte. O espaço de habitação é desenvolvido nos dois pisos, sendo que a escada de acesso ao piso superior, estrategicamente localizada, separa a habitação do espaço de trabalho e de exposição. No piso do rés-do-chão localiza-se a cozinha e a sala de estar, esta última com o pé direito total, orientada para o jardim tardoz e o quarto e a instalação sanitária completa localiza-se no piso superior com vista para a sala de estar. A iluminação diurna na zona de trabalho será assegurada pela abertura de clarabóias .

Conceito em construção

Quantas estórias cabem dentro destes armazéns? Praticamente todas as quisermos. Um local para habitar num estilo urbano, um local para trabalhar sem constrangimentos de espaço ou, quem sabe?, um local para fazer ambas as coisas e muito mais?

A versatilidade dos armazéns da rua de Miraflor permite-nos quase tudo. Cada armazém tem um comprimento médio de 32m (trinta e dois metros), com cerca de 5m (cinco metros) de largura. As áreas rondam os 165m2 (cento e sessenta e  cinco metros quadrados), sendo que o maior dos armazéns chega aos 211m2 (duzentos e onze metros quadrados) e o menor 160m2 (cento e sessenta metros quadrados). Para além disso, cada um dos lotes conta ainda com um logradouro de 30m2 (trinta metros quadrados). Estes armazéns do início do século XX, ainda construídos em alvenaria de pedra de granito, chegam a ultrapassar os 6m (seis metros) de cumeeira, possibilitando pés-direitos generosos.

Nesta secção poderá encontrar uma séries de ensaios que procuram através de mezzanines, pátios interiores, galerias aéreas, módulos multifunções e outros dispositivos arquitectónicos, explorar as diversas possibilidades de Habitar, de Trabalhar Habitar & Trabalhar.

Ponto de Partida

Na zona oriental ainda é possível reencontar a essência do Porto. Longe do turismo, longe da movida mas no centro da memória colectiva. O ADN do Porto também se escreve com a sua história industrial, aquela que, de facto, nos fez e nos engradeceu. Estes armazéns do início do século XX (1917) são um testemunho algo tardio da intensa actividade industrial e comercial que gravitava à volta da Campanhã. Hoje estão expectantes, aguardando que a história retome o seu curso e que algum uso lhes seja dado. Este foi o desafio que nos foi feito: reinventar estórias para cada um dos armazéns, novas vidas para a rua de Miraflor. Siga-nos.